Samsung mostra seus óculos inteligentes com IA do Google
A Samsung mostrou o design de seus óculos inteligentes feitos com o Google, com a IA Gemini integrada. Entenda como a inteligência artificial está saindo da tela e indo parar no seu rosto.
Ilustração: FayAI Studio
A Samsung revelou como serão seus óculos inteligentes, desenvolvidos em parceria com o Google e com as marcas de moda Gentle Monster e Warby Parker. A ideia é que os óculos pareçam óculos de verdade — leves e estilosos —, mas com câmera, microfone, alto-falantes e a inteligência artificial Gemini integrada, capaz de ver e ouvir o que está ao seu redor para responder perguntas e executar tarefas.

O anúncio faz parte de uma nova corrida dos gigantes de tecnologia: depois do celular, o próximo palco da inteligência artificial são os dispositivos vestíveis, que você usa no corpo o dia inteiro. A Meta já vende seus óculos Ray-Ban com IA, e agora Samsung e Google entram juntas no páreo com o sistema Android XR. A aposta é que falar com um assistente que enxerga o que você enxerga é mais natural do que digitar numa tela.
Para quem acompanha IA no Brasil, a novidade mostra uma mudança concreta de comportamento: a inteligência artificial está saindo do navegador e do aplicativo de conversa para virar uma companhia constante. Isso abre usos que vão de tradução instantânea de placas e cardápios a ajuda em tempo real para consertar um aparelho, seguir uma receita ou navegar por uma cidade desconhecida — tudo sem tirar o celular do bolso.

Imagine um exemplo prático: você está num mercado, olha para um produto importado e pergunta em voz alta se ele contém glúten e quanto custa em reais. Os óculos veem o rótulo, traduzem, pesquisam e respondem no seu ouvido em segundos. Para estudantes, profissionais de campo e pessoas com deficiência visual, esse tipo de assistente visual tende a ser uma das aplicações mais transformadoras da IA nos próximos anos.
O conselho prático é acompanhar a chegada desses aparelhos com curiosidade, mas sem pressa: as primeiras gerações costumam ser caras e com funções limitadas no Brasil, além de levantarem questões de privacidade — afinal, é uma câmera sempre ligada no rosto de alguém. Observe como preço, duração de bateria e suporte ao português evoluem. Quando esses pontos amadurecerem, os óculos com IA devem virar febre por aqui.
Matéria original · imagem da fonteLer em The Verge ↗

