Portfólio · 1992 — 2026
Trinta e quatro anosnuma tira de filme só.
De um 386 no interior paulista a uma ilha de edição da Fox com mais de 20 milhões de espectadores por dia — e daí para a inteligência artificial. Tudo que está aqui aconteceu, e cada peça diz de onde a informação saiu.
32
Trabalhos
360
Peças no acervo
210
Vídeos que tocam aqui
34
Anos de corte
O roteiro
Trinta e dois trabalhos em seis atos. Clique em qualquer um para ir direto — ou use a moviola no rodapé.
I · A Oficina · 1992 — 1995
II · A Ilha · 1995 — 2002
III · O Chefe de Corte · 2002 — 2013
- DVPlus · Emmanuelle in Rio2002
- FGV — Fundação Getulio Vargas2003
- Jockey Club Brasileiro · TV Turfe2006
- A lista dos freelas1998
- Programa Zero — o piloto2010
- Lixo em Luanda2010
- Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro2010
- Comerciais e vinhetas2009
- Córregos, Rua Picão e a Tapera2011
- Moda e publicidade2011
- Eventos e festas2011
- Fermoplast2012
- Mauá 20172017
IV · O Ar · 2013 — 2016
V · A Rede Global · 2014 — 2018
1992 — 1995 · 3 trabalhos
A Oficina
Antes de existir a palavra "criador", já era isso: hardware de manhã, imagem à tarde.
Tales of the Vale
Dono, marca e método
Aos 16 anos, uma loja de RPG onde a computação gráfica virou material didático.
A primeira empresa foi dele. Loja de RPG no interior paulista, com a logomarca desenhada por ele e — a parte que ninguém fazia — um método próprio de ensinar o jogo, todo visual, ilustrado com imagens que ele mesmo renderizava.
O que existia na época
Explicar RPG em 1992 era ler regra em livro de capa dura, em inglês, para gente que nunca tinha jogado. Ele resolveu por imagem. O que existia para isso: 3D Studio R1, rodando em DOS, renderizando um frame por vários minutos numa máquina 386, e o Photoshop 2.0/2.5, que tinha acabado de aparecer e ainda nem tinha camadas. Cada peça de material era um cálculo de horas. Numa cidade onde quase ninguém tinha visto uma imagem renderizada, isso não era decoração: era o argumento de venda.
- Criou a logomarca e toda a identidade da loja
- Inventou um método visual de aprendizado de RPG, com computação gráfica no lugar do texto
- Cuidou de marketing, atendimento e produção — sozinho
De onde saiu
Currículo (versão longa, 14/04/2021) — "Proprietário. Responsável por toda a parte de marketing, tendo criado a logomarca da loja e um novo método de aprendizado do RPG."

Sem vídeo no acervo — este trabalho é anterior ao YouTube, ou saiu em fita e nunca foi digitalizado. O que prova a passagem está no currículo, acima.
IGRES Tecnologia e Design
Técnico de informática e designer gráfico
Montava o computador de manhã e desenhava o anúncio de jornal à tarde.
A IGRES era responsável pela maioria dos computadores pessoais e corporativos do Vale do Paraíba. Ele "afinava e configurava" as máquinas que a empresa distribuía — e, no mesmo expediente, fazia os anúncios do jornal Vale Paraibano e as animações que as empresas da região encomendavam.
O que existia na época
A base instalada ia do 386DX ao Pentium, que era novidade. Afinar uma máquina nessa época queria dizer resolver conflito de IRQ na unha, mexer em jumper de placa-mãe, e escrever CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT para caber o driver do CD-ROM nos 640 KB de memória baixa. Do outro lado da mesa, a parte gráfica: anúncio de jornal e animação em FLI, FLC e AVI — o AVI tinha nascido fazia um ano com o Video for Windows. Ter as duas mãos, a do hardware e a da imagem, é o que explica os trinta anos seguintes.
- Configuração e manutenção de hardware e software da base instalada da região
- Anúncios para o jornal Vale Paraibano
- Animações em FLI, FLC e AVI para empresas de São José dos Campos
De onde saiu
Currículo — "Encarregado de afinar e configurar os microcomputadores... a empresa era a responsável por anúncios no Jornal Vale Paraibano e animações em FLI, FLC, AVI."

Sem vídeo no acervo — este trabalho é anterior ao YouTube, ou saiu em fita e nunca foi digitalizado. O que prova a passagem está no currículo, acima.
CNA — Ensino de Línguas
Professor de inglês (básico, médio e avançado)
Voltou dos Estados Unidos falando inglês e levou o computador para dentro da sala de aula.
Dois anos dando aula nos três níveis. O diferencial não era o inglês — que ele tinha de morar fora, entre Wisconsin e Nova Iorque — era usar tecnologia na sala para segurar a atenção de quem estava ali por obrigação.
O que existia na época
Sala de aula de idioma em 1994 era toca-fitas, VHS e retroprojetor. Levar um PC para a aula não era procedimento de ninguém. Ele fez porque tinha o repertório dos dois lados: a fluência vinha do ensino médio nos Estados Unidos, e a máquina vinha da IGRES, no mesmo período. É a primeira vez que aparece o padrão que se repete a vida inteira — pegar a ferramenta nova e usá-la para explicar melhor.
- Aulas nos níveis básico, médio e avançado
- Uso de tecnologia em sala para aumentar o engajamento — antes de isso ter nome
De onde saiu
Currículo em inglês — "Used technology in the classroom to improve student engagement and learning outcomes." Histórico do CTI confirma a 1ª série do 2º grau cursada nos EUA.

Sem vídeo no acervo — este trabalho é anterior ao YouTube, ou saiu em fita e nunca foi digitalizado. O que prova a passagem está no currículo, acima.
1995 — 2002 · 3 trabalhos
A Ilha
Sete anos de MultiRio, um manual em inglês e uma ilha inteira em alemão.
MultiRio
Editor de Video Machine
Sete anos aprendendo edição não-linear em manual técnico escrito em inglês.
Produtora de programas socioeducativos exibidos em TV aberta (TVE, Bandeirantes) e por assinatura (NET). Ele entrou como editor de Video Machine e saiu operando Discreet Flint — o degrau mais alto de finalização que existia.
O que existia na época
A Video Machine, da Fast Electronic, foi uma das primeiras ilhas não-lineares a caber num PC: placa de captura com codec JPEG em hardware, e a edição saindo do corte fita-a-fita para a linha do tempo. Não havia tutorial, não havia fórum, não havia YouTube. O que havia era o manual do fabricante, em inglês — e é literalmente assim que ele conta no currículo. O inglês do CNA virou ferramenta de trabalho. Depois veio o Discreet Flint, que rodava em estação SGI e custava o preço de um apartamento: compositing e finalização de nível broadcast. Tudo em SD 4:3, Betacam SP, timecode, e a disciplina de quem não pode desfazer.
- Edição de programas socioeducativos para TVE, Bandeirantes e NET
- Domínio da edição off-line não-linear quando ela ainda era exceção no Brasil
- Operação de Discreet Flint (finalização e compositing em estação SGI)
- Aprendizado técnico direto de manual em inglês e de técnicos da casa
De onde saiu
Currículo — "Atuando como Editor de Video Machine... o aprendizado da filosofia da edição não linear (off line) foi muito intuitivo. Conhecimento e orientação técnica adquirida nos manuais técnicos dos fabricantes (manuais escritos em inglês)." Cursos: Video Machine — MultiRio; Discreet Flint — MultiRio.
95:03:00:00Sem vídeo no acervo — este trabalho é anterior ao YouTube, ou saiu em fita e nunca foi digitalizado. O que prova a passagem está no currículo, acima.
VIRTUAL · MDB Entretenimento
Divisão de vídeo — captação, ilha, edição, som e pós
Vídeo para internet quando internet era 56k — e a ilha de edição ele montou do zero.
A divisão de vídeo de um site, no auge da bolha ponto-com brasileira. Ele fez tudo: captou imagem em evento, montou a ilha de edição, editou, sonorizou e finalizou.
O que existia na época
Em 2000, colocar vídeo na web queria dizer RealVideo ou Windows Media a 30 kbps, para quem entrava por modem discado. O quadro era do tamanho de um selo e cada segundo era negociado byte a byte. Montar a ilha significava escolher placa de captura, disco rápido o suficiente para vídeo (que na época era coisa rara e cara) e resolver o gargalo do IDE. É a primeira vez que ele monta a operação inteira, e não só opera a dos outros.
- Captação de imagem em eventos
- Montagem da ilha de edição do zero
- Edição, sonorização e pós-produção
De onde saiu
Currículo — "Divisão de vídeo do site. Desde a captação das imagens em eventos, assim como a montagem da ilha de edição, a edição, sonorização e pós-produção."
00:11:00:00Sem vídeo no acervo — este trabalho é anterior ao YouTube, ou saiu em fita e nunca foi digitalizado. O que prova a passagem está no currículo, acima.
ZDF Television — sucursal Brasil
Editor freelance — substituindo a editora-chefe no Brasil
Editou para a TV alemã numa ilha em que o sistema operacional inteiro estava em alemão.
Chamado para substituir a editora-chefe da ZDF no Brasil. O detalhe que define o trabalho está no currículo: os equipamentos e o sistema operacional do computador eram todos em alemão. Ele não fala alemão.
O que existia na época
Editar sem entender o rótulo dos botões é possível por um motivo só: quem conhece a lógica de uma ilha reconhece o lugar da função antes de ler o nome dela. É o mesmo músculo que ele treinou na MultiRio lendo manual em inglês, agora sem nem o manual. A ZDF é a segunda maior emissora pública da Europa; o material saía do Rio para Mainz por satélite, com prazo de telejornal. As matérias que ele lista dão o tamanho: a vida do Comandante Rolim (fundador da TAM, morto em 2001), o Rio de corpo e alma, o carnaval carioca e a cobertura das eleições presidenciais na Argentina.
- Vida e obra do Comandante Rolim (TAM)
- "Rio, uma cidade de corpo e alma"
- O carnaval do Rio
- Cobertura das eleições presidenciais na Argentina
De onde saiu
Currículo — "Editor contratado temporariamente para substituir a editora chefa da ZDF no Brasil. Os equipamentos e o sistema operacional do computador era todo em alemão."
00:05:00:00Sem vídeo no acervo — este trabalho é anterior ao YouTube, ou saiu em fita e nunca foi digitalizado. O que prova a passagem está no currículo, acima.
2002 — 2013 · 13 trabalhos
O Chefe de Corte
Hollywood, FGV, Jockey Club — e uma lista de freelas que termina em "entre muitos outros".
DVPlus · Emmanuelle in Rio
Editor chefe — e coautor de roteiro
Um longa de Hollywood rodado no Rio, montado em Avid — e ele mexeu no roteiro.
Editor chefe da DVPlus, responsável por campanhas políticas e programas internacionais. No meio disso, Emmanuelle in Rio, longa-metragem em inglês de produção norte-americana: ele editou e participou da elaboração do roteiro.
O que existia na época
2002 é o ano em que a eleição presidencial brasileira mais mobilizou televisão — e campanha política é o regime mais duro que existe para uma ilha: material chegando até a última hora, prazo legal inegociável, e nenhuma chance de "amanhã a gente ajeita". Do outro lado da mesma sala, um longa em inglês. Montar ficção em Avid Media Composer em 2002 era trabalhar com mídia off-line em baixa resolução e conformar depois — o que obriga a decidir o filme na cabeça antes de ver o filme bonito. Ser chamado para o roteiro, sendo o editor, diz o que o diretor achava do olho dele.
- Montagem do longa Emmanuelle in Rio (produção norte-americana, falado em inglês)
- Participação na elaboração do roteiro
- Campanhas políticas e programas internacionais
De onde saiu
Currículo — "Editor Chefe. Responsável por campanhas políticas e programas internacionais. Entre os quais, o filme Emanuelle in Rio, onde além de editar, participei na elaboração do roteiro." Perfil LinkedIn traz a experiência sob o rótulo "Hollywood".

Sem vídeo no acervo — este trabalho é anterior ao YouTube, ou saiu em fita e nunca foi digitalizado. O que prova a passagem está no currículo, acima.
FGV — Fundação Getulio Vargas
Editor chefe — todo o audiovisual do curso Executivo Jr
Responsável por todo o audiovisual de um curso da FGV — na virada do CD-ROM para o online.
Editor chefe: todo o conteúdo audiovisual do curso Executivo Jr no Brasil passava por ele. Anos depois voltaria como freelancer para os institucionais, agora respondendo também pelas artes gráficas.
O que existia na época
Ensino a distância em 2003 no Brasil era CD-ROM e DVD na caixa, com streaming ainda engatinhando — a banda larga estava chegando, mas não dava para contar com ela. Isso muda tudo na edição: o vídeo tem de caber num orçamento fixo de megabytes, o áudio precisa ser inteligível em caixinha de PC, e a aula tem de funcionar sem professor do lado. Editor chefe de curso é meio editor, meio designer instrucional — e é a semente direta do que ele faz hoje na FayAI, vinte anos depois.
- Todo o conteúdo audiovisual do curso Executivo Jr
- Institucionais da FGV (edição e artes gráficas)
- Peça "Vida de Estudante"
De onde saiu
Currículo — "Editor Chefe. Responsável por todo o conteúdo audiovisual do curso Executivo Jr no Brasil." Acervo: institucional FGV com a descrição "Responsável pela edição e artes gráficas".

Do acervo — 2 peças· FGV — institucionais
Ver as 2 no YouTubeJockey Club Brasileiro · TV Turfe
Coordenador de edição — e o homem da transição SD→HD
Implantou o sistema DV na emissora, treinou a equipe e conduziu a virada para HD — material e gente.
Sete anos coordenando a edição da emissora do Jockey. Fez três coisas que raramente aparecem no mesmo currículo: implantou o sistema DV, capacitou os funcionários e conduziu a transição para HD — adaptando tanto o acervo quanto as pessoas. De quebra, assinou a nova programação visual e o logo.
O que existia na época
A migração SD→HD, entre 2006 e 2013, quebrou emissora grande no mundo inteiro. Não é trocar de câmera: é 4:3 virando 16:9 com acervo antigo que precisa continuar no ar, é fita virando arquivo, é codec, é storage, é gente que trabalhava de um jeito havia vinte anos. O trabalho difícil não é técnico, é o pessoal. Ele treinou a equipe da TV Turfe em edição não-linear e implantou o sistema VT4 — e isso está listado à parte, como freelance, o que sugere que fez a mesma travessia duas vezes. No fim do período, 2010, o material sai em .f4v — Flash — que era como vídeo chegava ao navegador antes do HTML5.
- Implantação do sistema DV na emissora
- Capacitação dos funcionários em edição não-linear
- Transição completa de SD para HD — material e pessoal
- Nova programação visual, logo e vinhetas do JCB
- Abertura diária, coberturas de páreo e vinhetas de leilão
- Implantação do sistema VT4 na TV Turfe e treinamento da equipe técnica
De onde saiu
Currículo — "Coordenador de Edição, Implementação do sistema DV na emissora, capacitação dos funcionários e a transição para o HD, toda a adaptação de material e de pessoal do SD para o HD foi feita neste período." Acervo: "Abertura feita para o JCB onde além das vinhetas, fui responsável pela nova programação visual e logo."

Do acervo — 8 peças(2 fechadas)· Jockey Club · TV Turfe
Ver as 6 no YouTubeA lista dos freelas
Editor não-linear e direção de vídeo
O currículo termina com uma lista e um "entre muitos outros". Ela merece uma sala inteira.
Debaixo do título "Outras Atividades" existe uma lista que, sozinha, seria o currículo de alguém. Emissora alemã, Globo, Record, campanha política em 3D, direção de vídeo de evento, longa-metragem. Cada linha é uma ilha diferente, um software diferente e um cliente que não tinha tempo para explicar duas vezes.
O que existia na época
Ler a lista pelo software conta a história da indústria: LIQUID (a ilha da Pinnacle que a ARD usava), Avid na Studio Line, Premiere para programa de TV, 3D Studio Max para computação gráfica de campanha. Ninguém era especialista em quatro sistemas por gosto — era assim que se sobrevivia de freela quando cada casa tinha o seu. O que se repete em todas: ele chega, entende a ilha, e entrega no prazo de quem já estava lá.
- Edição para a TV alemã ARD em LIQUID
- Implantação do sistema VT4 na TV Turfe e capacitação da equipe técnica
- Pós-produção do Sabbá Show, rede nacional, em Premiere
- Comerciais do Disque Paquera na Studio Line, em Avid
- 3 capítulos do Globo Ecologia na Studio Line, em Avid
- Edição do programa Giro na Noite, em Premiere
- Institucionais da Secretaria de Meio Ambiente na Disa Vídeo, em Avid
- Direção de vídeo do evento Telefônica Open Air
- Episódios de simulação esotérica para a TV Record, em Premiere
- Institucional sobre a fusão do Estaleiro Mauá, em Premiere
- Computação gráfica para campanha política, em 3D Studio Max
De onde saiu
Currículo (versão longa) — seção "Outras Atividades / Trabalhos como freelancer de Edição Não Linear", encerrada com "entre muitos outros...".

Sem vídeo no acervo — este trabalho é anterior ao YouTube, ou saiu em fita e nunca foi digitalizado. O que prova a passagem está no currículo, acima.
Programa Zero — o piloto
Edição e backstage
O piloto que não estreou, gravado em HDV, com o backstage inteiro guardado.
Um piloto de programa em três blocos, mais o making-of. Está no acervo em HDV, em versões alfa, com teaser separado — o retrato de como se testava um formato antes de existir plataforma para publicá-lo direto.
O que existia na época
Em 2010, HDV era a porta de entrada barata do HD: gravava 1440×1080 comprimido em fita MiniDV, e por isso um cartão de crédito conseguia comprar o que antes exigia orçamento de emissora. Piloto de programa se fazia e se levava debaixo do braço. O acervo guarda o bloco zero, o um e o três, mais o backstage — inclusive um arquivo chamado backstage piloto 00alpha, que é como se nomeia o que ainda vai mudar.
- Edição dos blocos do piloto
- Backstage e teaser
- Masterização HDV
De onde saiu
Acervo do canal: 6 peças entre blocos, teaser e backstage, maio/2010.

Do acervo — 6 peças(2 fechadas)· Programa Zero — piloto e backstage
Ver as 4 no YouTubeLixo em Luanda
Vinhetas e tratamento gráfico
Uma campanha de saneamento para Angola, resolvida com grafismo em cima de imagem real.
Vinhetas para uma campanha sobre lixo urbano em Luanda. A descrição que ele deixou no arquivo é de quem pensou o problema: "vinheta com alterações gráficas e destaque para os bichos peçonhentos com saturação do início".
O que existia na época
Campanha de saúde pública tem um problema de comunicação difícil: mostrar o risco sem que a pessoa desvie o olho. A solução dele foi de editor — saturar o início para prender, e usar grafismo (o símbolo de proibido sobre os ratos) para nomear o perigo sem depender de legenda, o que importa quando o público tem alfabetização desigual. Três versões no acervo mostram que a peça foi ajustada mais de uma vez.
- Vinheta principal e variações
- Tratamento gráfico e realce dos vetores de doença
De onde saiu
Acervo: 3 peças, março/2010, com descrição do próprio autor.

Do acervo — 3 peças· Lixo em Luanda — campanha
Ver as 3 no YouTubeTribunal de Justiça do Rio de Janeiro
Abertura e finalização
A abertura do vídeo institucional do Judiciário fluminense.
Abertura do vídeo do TJRJ de 2010, com locução e masterização de áudio próprias.
O que existia na época
Institucional de órgão público tem uma exigência que produção comercial não tem: sobriedade que não vire tédio. O arquivo se chama AUDIO BERTO NO AR 3 master2 — ou seja, a terceira versão da locução, no segundo master. É o tipo de detalhe que só aparece em quem entrega peça institucional: a aprovação vem em camadas.
- Abertura do institucional
- Mixagem e masterização com locução
De onde saiu
Acervo: "Abertura do vídeo para o TJRJ 2010."

Do acervo — 1 peça
Comerciais e vinhetas
Edição, motion e finalização
Comercial de TV aberta, logo animado e vinheta de site — o cardápio de quem vive de encomenda.
Um punhado de peças curtas do mesmo período: comercial para a Band com canal alpha entregue separado, logo animado do Otogrupo, vinheta da Atmos 3 e a vinheta do comercial do site zura.com.br.
O que existia na época
Entregar "com alpha" é o detalhe que denuncia o profissional: significa que a emissora vai poder sobrepor a peça a qualquer fundo, e que o trabalho foi feito pensando no próximo elo da cadeia, não só na visualização bonita. Peça de 4 a 8 segundos é o exercício mais duro de motion: não sobra um quadro para hesitar.
- Comercial Band (entrega com canal alpha)
- Logo animado Otogrupo
- Vinheta Atmos 3
- Vinheta do comercial do zura.com.br
De onde saiu
Acervo: 5 peças com descrição, entre dez/2009 e fev/2010.

Do acervo — 5 peças· Comerciais e vinhetas
Ver as 5 no YouTubeCórregos, Rua Picão e a Tapera
Captação e montagem
Vinte peças de campo: reunião de moradores, entrevista na sala de casa, o córrego, a van da escola.
O maior bloco temático de 2011 no acervo. Dois filmes longos — 01 Córregos e 02 Rua Picão, de mais de vinte minutos cada — cercados de material de campo: assembleias comunitárias, entrevistas em casa, crianças na van, o rio, a pedra.
O que existia na época
É o oposto exato do trabalho de vinheta. Aqui não há prazo de emissora nem cliente aprovando versão: há gente falando na própria sala, com o áudio que a sala tem, e uma câmera que precisa ser esquecida para a conversa acontecer. Editar isso é escolher quem fala e por quanto tempo — a decisão mais política que um editor toma. O material tem a marca do documentário direto: plano longo, sem locução por cima.
- Dois documentários de mais de 20 minutos
- Cobertura de assembleias comunitárias
- Entrevistas domiciliares
- Registro do córrego, da Tapera e do transporte escolar
De onde saiu
Acervo: 20 peças entre agosto e novembro de 2011, verificadas por miniatura.

Do acervo — 20 peças(1 fechada)· Córregos e Rua Picão — documentário
Ver as 19 no YouTubeModa e publicidade
Montagem e finalização de campanha
Vinte peças de campanha de moda — coleção de verão, editorial de beleza, catálogo e calendário.
Um corpo de trabalho publicitário consistente: filmes de coleção para Werner e Opalocka, editoriais de beleza, Bazar Fashion, a série girl, WDF e o vídeo-catálogo Duas Rodas. Peças de dois a três minutos, cada uma com master, versão baixa e variação.
O que existia na época
Moda é o gênero em que o corte é música. Não há diálogo para segurar a estrutura: o que segura é ritmo, respiração e cor. O acervo mostra o processo inteiro — MASTER, MASTERXX, MASTERXXX, low, h264, Desktop — que é o vocabulário de quem entrega para agência e recebe pedido de alteração. E mostra outra coisa: em 2011 ele já dominava correção de cor como linguagem, não como conserto.
- Filmes de coleção (Werner verão, Opalocka)
- Editoriais de beleza e série girl
- Bazar Fashion
- WDF
- Vídeo-catálogo Duas Rodas
De onde saiu
Acervo: 20 peças entre 2011 e 2012, conteúdo confirmado por miniatura.

Do acervo — 20 peças(1 fechada)· Moda e publicidade
Ver as 19 no YouTubeEventos e festas
Captação multicâmera e montagem
Bodas de prata, festa com banda ao vivo, salão cheio — o trabalho que paga o mês.
Cobertura de eventos particulares: as bodas de prata de Beto e Andrea em versão longa e resumida, e uma noite inteira registrada em treze arquivos, com banda tocando ao vivo.
O que existia na época
Evento é o teste mais honesto de um editor. A luz é a que tem, o áudio é o do salão, e não existe segunda tomada de um brinde. O material de 2011 vem com nome de câmera — 20111016 020144 — que é o arquivo cru, do jeito que saiu do cartão, às duas da manhã. Da mesma noite saem duas entregas: a de dez minutos e a de seis, porque o cliente sempre quer as duas.
- Bodas de prata — versão longa e resumo
- Cobertura noturna multicâmera com banda ao vivo
De onde saiu
Acervo: 13 peças de 2011.

Do acervo — 13 peças· Eventos
Ver as 13 no YouTubeFermoplast
Institucional industrial
Institucional de indústria — o gênero em que o desafio é fazer processo parecer interessante.
Vídeo institucional em duas versões master, entregue para aprovação do cliente.
O que existia na época
Institucional de indústria é o exercício de transformar linha de produção em narrativa. Quem contrata quer ver a máquina; quem assiste precisa de um motivo para continuar. A saída de sempre é ritmo e escala — macro do detalhe, depois o plano que mostra o tamanho da coisa. Ele deixou o arquivo marcado como "vídeo para ser aprovado", que é o estado em que 90% do trabalho institucional vive.
- Institucional em duas versões master
De onde saiu
Acervo: 2 peças, maio/2012.

As 2 peças deste trabalho estão fechadas no acervo — existem, mas não são públicas. O que prova a passagem está no currículo, acima.
Mauá 2017
Captação e finalização
Sete minutos de 2017 com tratamento de cor autoral.
Peça de 2017 com correção de cor forte, guardada no acervo público.
O que existia na época
Fica no meio do período Fox, quando o dia inteiro era trabalhar dentro do padrão de uma emissora global. Peça autoral nesse contexto tem função de válvula: é onde o editor testa o que a grade não deixa. O tratamento de cor é o oposto do broadcast — saturado, quente, com blooming.
- Captação e montagem
- Tratamento de cor autoral
De onde saiu
Acervo: 1 peça, 2017. ⚠️ Cliente não identificado — ver HANDOFF.

Do acervo — 1 peça
2013 — 2016 · 3 trabalhos
O Ar
Comprou um drone no ano em que o drone foi inventado.
O Ar — piloto de drone desde 2013
Piloto, operador de câmera aérea e instrutor
Comprou um DJI Phantom no ano em que ele foi lançado, e treinou até poder aceitar qualquer trabalho.
O Phantom 1 chegou ao mercado em janeiro de 2013. Em outubro de 2013 ele já estava publicando a primeira tentativa de voo — e em novembro, quatro dias de treino depois, escreveu: "agora me sinto confiante para aceitar qualquer trabalho que apareça". São 71 peças aéreas no acervo, de Grumari à Pedra de Itaúna, da ponte estaiada ao campo do Santa Mônica.
O que existia na época
Vale insistir no que era um drone em 2013, porque hoje não parece nada: sem sensor de obstáculo, sem retorno de vídeo decente, sem seguir-me, sem tela. Você voava olhando para o céu, com uma GoPro pendurada num gimbal que mal segurava, dez minutos de bateria, e o vento decidindo o resto. Ele treinou o failsafe de retorno por GPS de propósito, saiu do campo de visão de propósito, e voou à noite sabendo o risco — o texto dele sobre o voo noturno diz "quase bati no telhado subindo... a aterrissagem levou meio segundo, eu estava tremendo". E o título mais orgulhoso do acervo inteiro é uma declaração técnica: "NO SOFTWARE OR YOUTUBE STABILIZATION WHATSOEVER" — a imagem está estável porque a mão estava, não porque o software consertou. Em 2015 ele já estava com o Phantom 3 em 4K, filmando às cinco da manhã. E já estava formando outros pilotos para atender um mercado maior.
- Primeiros voos documentados em outubro de 2013 — o Phantom 1 tinha 9 meses de mercado
- Treino deliberado de failsafe GPS e voo fora do campo de visão
- Voo noturno com vento forte, documentado sem edulcorar o risco
- Séries aéreas: Pedra de Itaúna (5 partes), Grumari (10), ponte estaiada, Santa Mônica F.C.
- Migração para Phantom 3 4K em 2015
- Formação de novos pilotos para ampliar a operação
- Imagem estabilizada por pilotagem, sem estabilização de software
De onde saiu
Acervo: 71 peças entre 2013 e 2016, com relatos escritos pelo próprio piloto em cada etapa do treino.

Do acervo — 38 peças· O Ar — voos 2013—2016
Ver as 38 no YouTubeEstudos de montagem
Remontagem de clássicos
Remontou 2001, Gatsby, Dirty Dancing e Romeu e Julieta em 1080p — de propósito, para treinar.
Sete exercícios de remontagem de cenas de filmes conhecidos, todos em 1080p, feitos no ano anterior à entrada na Fox. Não é portfólio de cliente: é escala de músico.
O que existia na época
Remontar uma cena que já foi montada por um grande editor é o exercício mais duro e mais útil que existe: você tem o mesmo material bruto e uma referência para comparar, então não dá para se enganar. Ele escolheu casos difíceis de propósito — 2001 (ritmo lento e geométrico), O Grande Gatsby (excesso), Dirty Dancing (música como estrutura) e Romeu e Julieta. Um ano depois estava na Fox International Channels.
- Remontagem de 2001
- O Grande Gatsby
- Dirty Dancing
- Romeu e Julieta
- Change-Up (com e sem áudio, para comparar o efeito do som na montagem)
De onde saiu
Acervo: 7 peças privadas de 2013 — inclusive a mesma cena em duas versões, com e sem áudio.

As 7 peças deste trabalho estão fechadas no acervo — existem, mas não são públicas. O que prova a passagem está no currículo, acima.
SET 2013 — Dr. Adilson Pontes Malta
Registro e edição
Registro da palestra na maior convenção de engenharia de TV do país.
Oito minutos da palestra do Dr. Adilson Pontes Malta no congresso da SET de 2013.
O que existia na época
O congresso da SET é onde a indústria brasileira de televisão discute padrão, codec e transmissão. Estar lá gravando em 2013 — no meio da consolidação do HD e do começo da conversa sobre 4K — é estar na sala onde as regras do ofício estavam sendo escritas.
- Captação e edição da palestra
De onde saiu
Acervo: 1 peça, 2013.

Do acervo — 1 peça
2014 — 2018 · 4 trabalhos
A Rede Global
Copa, Olimpíada e cinema, para 20 milhões de pessoas por dia.
Fox International Channels · Fox Sports
Editor Avid sênior
Copa do Mundo, Olimpíadas e filmes de Hollywood, para mais de 20 milhões de espectadores por dia.
Quatro anos e quatro meses como editor sênior nos canais internacionais da 20th Century Fox. Editou de Copa do Mundo a filme de Hollywood. O número que ele usa no próprio resumo é mais de 20 milhões de espectadores diariamente.
O que existia na época
Editar esporte numa emissora global é o regime mais exigente da profissão: o material chega enquanto o jogo acontece, a peça vai ao ar no intervalo, e o erro é ao vivo. O fluxo era Avid Media Composer sobre storage compartilhado — vários editores no mesmo projeto, mídia gerenciada centralmente, e a ordem sagrada de nunca quebrar o que o colega ao lado está usando. O acervo tem a assinatura dessa rotina no nome dos arquivos: BDF 241018 EURICO, HFS 130718 ZUKERMAN, EVE 310718, VCP 251219 JASON ... BASE XAVC — sigla do programa, data e pauta, que é como se nomeia quando são dezenas de peças por semana. E tem os testes de GC (TESTE CG AMOROSO RB, com a anotação "impact, caixa maior, clubes = título"), que é o editor discutindo tipografia de arte gráfica no ar. No currículo em inglês está a outra metade do trabalho, a que não aparece na tela: "trabalhei com gerentes de projeto para desenvolver e implementar estratégias de redução de custo e otimização de recursos".
- Copas do Mundo (2014 e 2018) e Jogos Olímpicos do Rio (2016)
- Edição de filmes de Hollywood para os canais do grupo
- Programas diários: pautas, VTs e clipes com sigla, data e prazo de intervalo
- Vinhetas, bumpers, pacotes de 8 e 20 minutos e loops de vinhetas
- Testes e padronização de arte gráfica no ar (GC)
- Trabalho com gerentes de projeto em redução de custo e otimização de recursos
- Copa interna da Fox e Copa ACERJ — cobertura completa com visão tática
- Fox Flight — imagem aérea para o canal
De onde saiu
Currículo e LinkedIn — "Avid Editor, September 2014 – December 2018". Resumo em português: "Trabalhei na Copa do Mundo, nos Jogos Olímpicos e na maioria das principais redes de TV no Brasil, com mais de 20 milhões de espectadores DIARIAMENTE." Acervo: 31 peças com nomenclatura de operação diária.


Do acervo — 22 peças· Fox Sports — operação diária
Ver as 22 no YouTubePetrobras · IBAMA
Edição e autoria de DVD
DVD de seminário para a maior empresa do país e o órgão ambiental federal.
Duas amostras no acervo: o exemplo de DVD para seminário da Petrobras e a peça Petrobras/IBAMA.
O que existia na época
Trabalho para Petrobras e IBAMA no mesmo pacote significa material com dupla revisão — a técnica e a ambiental — e entrega em mídia física, que em 2014 ainda era o padrão para seminário corporativo porque garantia que o vídeo tocasse em qualquer sala, sem depender da rede do auditório.
- Edição do conteúdo do seminário
- Autoria e amostra de DVD
De onde saiu
Acervo: 2 peças de 2014.

Do acervo — 2 peças
Apple — painel legendado
Edição, correção e legendagem PT/EN
Um painel de quase meia hora, editado, corrigido e legendado — em sete versões.
Um painel de 28 minutos sobre cinema, com a marca da Apple no cenário, editado e legendado. O acervo guarda a cadeia inteira de versões: editado, falta tratar áudio → editado finalizado corrigido → corrigido legpt1 → legpt2 → legpt123.
O que existia na época
A sequência de nomes é o próprio fluxo de pós contado sem querer: primeiro fecha a montagem, depois trata o áudio, depois corrige, e só então legenda — em blocos, porque legendar 28 minutos de fala espontânea em duas línguas é o trabalho mais lento da cadeia. Legenda de painel tem uma dificuldade a mais: as pessoas se atropelam, e a legenda precisa escolher. Em 2023 a peça foi republicada em versão pública, nove anos depois.
- Montagem do painel completo
- Tratamento de áudio
- Correção de cor
- Legendagem em português sobre fala em inglês, em três blocos
De onde saiu
Acervo: 7 versões, de 2014 a 2023.

Do acervo — 7 peças(6 fechadas)· Apple — painel
Vinhetas e testes de GC
Motion e arte gráfica de TV
As peças de 6 e 10 segundos que ninguém credita e sem as quais nenhum canal existe.
Loops, bumpers, aberturas e testes de gerador de caracteres do período de emissora.
O que existia na época
Vinheta é a assinatura de um canal e a coisa mais reescrita da grade. Uma peça de seis segundos passa por dezenas de versões porque muda a cor da temporada, muda o patrocinador, muda a fonte. O acervo tem MAIN, MAIN2, monstrov3, monstrov4 — a numeração é a história do trabalho.
- Aberturas e bumpers
- Loops de intervalo
- Testes de gerador de caracteres
De onde saiu
Acervo: 6 peças curtas.

Do acervo — 6 peças
2018 — hoje · 6 trabalhos
O Renascimento
Perdeu o emprego numa reestruturação global e virou o próprio estúdio.
Bugados FC · Pro Clubs
Jogador titular, produtor e editor da transmissão
Saiu da Fox em dezembro e em maio já estava titular num time de liga, produzindo a própria transmissão.
A Fox Sports acabou em dezembro de 2018. Ele não parou: virou volante titular do Bugados FC na segunda divisão de uma liga de Pro Clubs, e passou a produzir e publicar as partidas — 39 peças, várias de mais de 30 minutos, algumas de 41.
O que existia na época
É a mesma competência de sempre em outro suporte. Transmitir partida de Pro Clubs exige exatamente o que ele fazia na emissora: enquadrar a jogada, cortar no momento certo, dar contexto para quem chegou no meio, e publicar antes de a conversa esfriar. A diferença é que agora ele é o time, a produção e o canal ao mesmo tempo. Uma descrição dá o tom de quem entende narrativa esportiva: "um vídeo que marca o início da carreira de Jason O monstro. Deste vídeo em diante, nosso volante Monstro, que pode demorar, mas quando chega, resolve!" — ele está construindo personagem para um jogador de videogame.
- Titular do Bugados FC na 2ª divisão de liga de Pro Clubs
- 39 partidas publicadas — inclusive jogos completos de 30 a 41 minutos
- Narrativa e construção de personagem dos companheiros de time
- Cobertura da série contra Vírus da Bola, Estudiantes DLP, Damolé e Generaly FA
De onde saiu
Acervo: 39 peças entre julho/2018 e junho/2019, com descrições autorais.

Do acervo — 12 peças· Bugados FC — Pro Clubs
Ver as 12 no YouTubeMachinima — o portfólio dentro do jogo
Direção, captura e montagem em motor de jogo
Em 2020 ele refez o próprio portfólio dentro de um videogame — e escreveu por quê.
A peça Video Portfolio made with game é uma declaração: o portfólio de um editor de trinta anos, apresentado com a tecnologia que ele estava estudando naquele momento. A descrição termina em agradecimento: "créditos de imagens a todos da FOX SPORTS, a melhor empresa que trabalhei e nunca deixarei de sentir saudade".
O que existia na época
Fim de 2020: pandemia, e produção virtual saindo do laboratório para o set. Usar motor de jogo como estúdio — câmera virtual, cenário, iluminação — era exatamente o que a indústria começava a chamar de virtual production. Ele chegou lá pela porta do jogador, não pela do fornecedor. No mesmo período: um ensaio de banda de rock em Cobra Kai, uma conversa sobre os segredos de RPG em Cyberpunk 2077 na semana do lançamento, e depois MIR4 e Last War — este último publicado cru, de propósito: "o vídeo não está editado, você vai ver exatamente o quanto eu sou ruim", porque a intenção era informar, não impressionar.
- Video Portfolio made with game — o currículo montado dentro do jogo
- Cyberpunk 2077: leitura do RPG de mesa por quem jogou o original
- Ensaio de banda de rock encenado em Cobra Kai
- MIR4 e Last War — registro analítico, publicado sem edição de propósito
De onde saiu
Acervo: 8 peças entre 2020 e 2025, com descrições autorais.

Do acervo — 6 peças· Machinima e produção virtual
Ver as 6 no YouTubeCastelos de São Jorge
Direção, captação e montagem
Três anos e oito versões para fechar um filme de 14 minutos.
O trabalho mais teimoso do acervo. Começa em 2021 com a versão 1, passa por versão 5, por três cortes chamados YouTube, por um master, por uma abertura beta — e só em junho de 2024 vira Castelo de São Jorge, público, 14 minutos e 26 segundos.
O que existia na época
Oito versões em três anos não é indecisão: é o que acontece quando o filme é seu e não existe cliente para dizer "está bom". Cada corte tem um alvo diferente — a versão longa, a versão de festival, a versão que cabe no YouTube. Editar o próprio filme é o exercício de matar as cenas de que você gosta, e o acervo mostra o processo inteiro em vez de esconder atrás do resultado.
- Direção e captação em Lisboa
- 8 cortes ao longo de 3 anos
- Abertura própria
- Versão final pública de 14min26
De onde saiu
Acervo: 8 peças entre 2021 e 2024.

Do acervo — 8 peças· Castelos de São Jorge
Ver as 8 no YouTubeFayacuts — a marca própria
Dono, editor e diretor
Depois de trinta anos editando para os outros, o próprio nome na porta.
Fayacuts é o estúdio dele. Em dois anos passam por ali a CopanemaTV (com peça de iFood), o Bugs n Bus, o Make TV, a Feiticeira Secreta, o treino da Marina, a abertura de um e-book, o Rafa & Luiz Breakfast, a cobertura do Girs em dois dias — um deles com quase três horas — e o DropD Full Show, de uma hora e meia.
O que existia na época
É a fase em que ele deixa de ser contratado e passa a ser fornecedor: prospecta, orça, entrega e assina. O portfólio é deliberadamente misto — publicidade, TV, evento, conteúdo e institucional — porque estúdio pequeno não escolhe nicho no primeiro ano. A CopanemaTV é o caso mais completo: existe o master, existem cortes de trinta segundos e existe um arquivo chamado Copiao TRILHA FALTA LOCUCAO, que é a peça montada com trilha, esperando o locutor — o retrato exato de como um estúdio trabalha por dentro. E existe uma carta de recomendação em vídeo: Eduardo Elias e Marina Ferrari, da Central Fox, agradecendo pela bela edição.
- CopanemaTV — master, cortes e peça publicitária
- Bugs n Bus — abertura
- Make TV — making of
- Maria Clara, a Feiticeira Secreta
- Marina — treino em 1 minuto, com correção de cor
- Abertura de e-book em três versões
- Rafa & Luiz Breakfast
- Girs — cobertura de dois dias (quase 3h de material no dia 1)
- DropD — Full Show, 1h30
De onde saiu
Acervo: 19 peças entre 2023 e 2024. Depoimento em vídeo de Eduardo Elias e Marina Ferrari (Central Fox).



Do acervo — 20 peças(3 fechadas)· Fayacuts — estúdio
Ver as 17 no YouTubeFayAI — a inteligência artificial como ilha de edição
Fundador, arquiteto de produto e produtor de conteúdo
O mesmo movimento de 1992: pegar a ferramenta que acabou de nascer e usá-la para explicar melhor.
A FayAI é a plataforma dele — cursos, ferramentas e conteúdo sobre inteligência artificial. No canal, a virada aparece em agosto de 2024, quando ele publica uma análise técnica da série Terminator Zero feita em conversa com o ChatGPT, e segue em 2025 com uma sequência sobre o DeepSeek e a dependência tecnológica entre China e Estados Unidos.
O que existia na época
Vale reparar no que ele escolhe discutir: não é "as 10 melhores ferramentas de IA". É FP8, GPU da NVIDIA, PyTorch da Meta, o paralelo com os ASICs do bitcoin e o "momento Sputnik" — quer dizer, a camada de infraestrutura, que é a que ele sempre entendeu, desde os jumpers da IGRES em 1994. Em 2026 o canal já traz clipes de avatar próprio gerado por IA (a série clip id01 … RicardoFaya) e o manifesto FayAi — Helping others defeat ignorance. É a mesma pessoa da sala do CNA em 1994, com outra ferramenta na mão.
- fayai.com.br — plataforma de cursos e ferramentas de IA
- Série sobre DeepSeek e a corrida tecnológica China × EUA
- Análise técnica de Terminator Zero em coprodução com o ChatGPT
- Avatares próprios gerados por IA (série clip id01)
- Manifesto FayAi — Helping others defeat ignorance
De onde saiu
Acervo: 23 peças entre agosto/2024 e agosto/2026. Site: fayai.com.br.

Do acervo — 12 peças(1 fechada)· FayAI — inteligência artificial
Ver as 11 no YouTubeO arquivo pessoal
Trinta anos de fitas
Homenagem ao pai, os gols do filho, o rally, a banda, os primeiros testes de plugin em 2008.
O que sobra quando se tira o trabalho: a homenagem ao pai, a missa, os jogos do João no sub-15 e no sub-17, o beach tennis em Ipanema, o rally, o skate, os ensaios da banda de rock, os primeiros experimentos com plugin de toon em 2008, e seis fitas HDV inteiras digitalizadas em 2020.
O que existia na época
Está aqui porque é onde a técnica foi treinada de graça. O teste de plugin toonized em cima de um solo de War Pigs, em 2008, é a mesma curiosidade que vinte anos antes fez o rapaz de dezesseis anos renderizar dragão em 3D Studio para vender RPG — e que hoje faz o mesmo homem gerar avatar com IA. A ferramenta muda; a curiosidade é a mesma.
- Homenagem ao pai e registro da missa
- Os gols do João
- Rally, skate e beach tennis
- Ensaios de banda de rock
- Testes de plugin em 2008
- Digitalização de fitas HDV
De onde saiu
Acervo: 41 peças pessoais + 6 fitas HDV + material bruto.

Do acervo — 13 peças· Arquivo pessoal
Ver as 13 no YouTubeA ferramenta muda.A curiosidade é a mesma.
Em 1992 era um 386 renderizando um dragão a noite inteira para vender RPG. Em 2013, um drone que não tinha sensor nenhum. Hoje é inteligência artificial. O ofício, esse, não mudou: entender a ferramenta antes de todo mundo e usá-la para explicar melhor.